Thursday, August 10, 2006

Coisitas com piada...

Pá, gosto mesmo muito desta letra...E da banda, diga-se de passagem... É daquelas que nos acompanham nas noites longas passadas em claro, nas alturas em que só queremos estar sozinhos e esperar, pensar...
Lembrei-me disto no outro dia quando vi o "2001: Odisseia no Espaço", não que tenha muito a ver, digamos mais que é uma visão um bocado para o "Huxleyano" da humanidade:p

In the year twentyfive
twentyfive if man is still alive

If woman can survive they may find.
In the year thirtyfive thirtyfive
Ain't gonna need to tell the truth tell no lies

Ev'rything you think do and say is in the pill you took today.
In the year fortyfive fortyfive
You ain't gonna need your teeth won't need your eyes

You won't find a thing to chew
nobody's gonna look at you.
In the year fiftyfive fiftyfive your arms are hangin' limp at you side

Your legs got nothin' to do
some machines doin' that for you.
In the year sixtyfive sixtyfive
Ain't gonna need no husband won't need no wife

You'll pick your son
pick your daughter too
From the bottom of a long glass tube.
In the year seventyfiveten
If God's a-coming he oughta make it by then

Maybe he'll look around himself and say:
Guess it's time for the judgement day.
In the year eightyfiveten God is gonna shake his mighty head

He'll either say I'm pleased where man has been
Or tear it down and start again.
In the year ninetyfive ninetyfive
I'm kind a wond'rin' if man is gonna be alive

He's taken everything this old earth can give
And he ain't put back nothin'.
Now it's been tenthousand years
man has cried a billion tears
For what he never knew - now man's reign is through.
But through eternal night the twinkling of starlight
So very far away - maybe it's only yesterday.
In the year twentyfive twentyfive if man is still alive
In the year thirtyfive thirtyfive . . .

Fields of The Nephilim:
"In the year 2525"

Wednesday, August 02, 2006

Aquilo que ainda me perturba

Há coisa de dois anos, disseram-me que tinha sede de infinito; que queria sempre agarrar aquele "algo mais", enfim, que tinha sede de viver.
Acredito que isso fosse verdade na altura; ainda me lembro das minhas ambições surrealistas, de tudo o que queria alcançar, tudo o que sabia poder agarrar, ainda que no fundo soubesse que não podia... Ora o tempo passa e as pessoas crescem; abrem os olhos para o que são e o que querem: para mim, isso acabou; sei o que sou e o que serei e isso chega-me, não quero mexer mais no assunto...
É possível que tenha sido por ter sonhado, por ter querido um dia, que me apaixonei por ti; pela tua vida, o teu calor, a tua paixão pelo mundo, pelas pessoas, o teu fascínio por tudo o que é novo, por tudo o que existe, tudo o que não conheces, a tua sede de vida, de calor, aquela inesgotável e quase infantil necessidade de viver... Ou talvez tenha sido por tudo o resto, esse mundo que há em ti, inesgotável, fogoso, esse TUDO...
A questão que se põe é que eu já não sou como tu, já não QUERO, resignei-me... Poderá, então o teu espírito cheio de vida, pleno de ímpeto sentir-se completo pelo meu, um deserto de conformismo e apatia, apenas aceso pela tua presença, pelo estímulo ocasional do convívio pontual e selecto ou pela exposição a uma qualquer forma de arte, daquela que não encontro em mim?
Um destes dias vais querer voar e acho que não te vou conseguir acompanhar...